Just Random
There's so many random things here... But, I can tell you, it's amazing!!
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Sei que, de todos os modos, nunca vou lhe negar um sorriso sincero, um abraço apertado, um beijo no rosto, uma carona nas costas, um aperto de mão… Não importa o que aconteça, não lhe negarei coisa alguma, estando ao meu alcance ou não.
Amo vocês!
As aventuras de Pi
Entender o filme “As aventuras de Pi” não é difícil. O que realmente é difícil é tentar explicá-lo a outra pessoa que não assistiu ao filme. Explicar que o filme fundamenta-se na existência de diferentes pontos de vista acerca de uma mesma situação é, realmente, complicado. Entretanto, é fácil conseguir distinguir os ensinamentos, muitas vezes sutis, passados em cada cena deste incrível filme.
A metáfora principal se desenvolve em cima da crença em Deus, ou melhor, na fé - citado no início do filme - e sobre os modos como vemos as situações que nos são impostas habitualmente. O naufrágio do navio, a perda brusca da família, o convívio com os animais dentro do bote e, em seguida, o convívio com o tigre são algumas das metáforas existentes no filme.
O naufrágio representa as situações ruins que acontecem nas nossas vidas diariamente. A perda brusca e violenta da família significa a efemeridade inerente às nossas vidas e que tudo na nossa vida tem aquele toque de, como dito no áudio original do filme, “letting go” (deixar partir).
Os animais dentro do bote significam as diferenças de personalidade existentes entre pessoas que, por muitas vezes, são obrigadas a compartilhar de um pequeno espaço. O orangotango, mostrado no filme, revela o lado materno, dócil, gentil e protetor. A zebra com a perna quebrada representa o lado fragilizado de alguém. A hiena, o lado selvagem e brutal. O tigre, até certo ponto do filme, o lado violento, tido como o aflorar de uma personalidade forte. Em outro ponto do filme, o tigre se torna o “medo” de Pi, e isto o mantém atento em sua jornada para os perigos que podem lhe afetar.
O convívio entre Pi e o tigre em toda a jornada se trata principalmente da dualidade de personalidade, em que Pi seria um garoto frágil com personalidade e determinação de um tigre.
A história contada por Pi que enfatiza as coisas fantásticas - reveladas pelos belos efeitos especiais - é desacreditada pelas pessoas que ouvem, entretanto é aí que se revela a metáfora sobre a fé. O garoto sobreviveu a um náufrago durante mais de 200 dias pode ser visto de duas formas: uma história triste e sem vida ou uma história alternativa, em que todos os acontecimentos têm um sentido, em que Pi entregava-se diariamente a Deus e, assim, via coisas maravilhosas acontecerem em vez de enxergar apenas a desgraça.
É aí que o filme se fundamenta, explicando a diferença entre ver as coisas com fé e sem fé. E retorna ao começo do filme, em que não importa qual a sua crença, não importa em que você acredite, ter fé é uma questão de acreditar, principalmente, em você. Se o seu Deus é hindu, católico ou muçulmano, não interessa. Para sobreviver nesse mundo caótico, em que Pi retrata como sendo um “naufrágio”, é quase que fundamental ter fé nos seus objetivos, nas suas crenças.
O que a história quer dizer, finalmente, é que devemos sempre tentar ver o lado bom de todas as coisas. Devemos tentar encontrar coisas boas em todas as situações, até nas piores. Devemos buscar forças para seguir em frente em todos os momentos. E, para isso, precisamos de fé e esperança.