Maio 2013
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Abril 2013
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Sei que, de todos os modos, nunca vou lhe negar um sorriso sincero, um abraço apertado, um beijo no rosto, uma carona nas costas, um aperto de mão… Não importa o que aconteça, não lhe negarei coisa alguma, estando ao meu alcance ou não.
Amo vocês!
Entender o filme “As aventuras de Pi” não é difícil. O que realmente é difícil é tentar explicá-lo a outra pessoa que não assistiu ao filme. Explicar que o filme fundamenta-se na existência de diferentes pontos de vista acerca de uma mesma situação é, realmente, complicado. Entretanto, é fácil conseguir distinguir os ensinamentos, muitas vezes sutis, passados em cada cena deste incrível filme.
A metáfora principal se desenvolve em cima da crença em Deus, ou melhor, na fé - citado no início do filme - e sobre os modos como vemos as situações que nos são impostas habitualmente. O naufrágio do navio, a perda brusca da família, o convívio com os animais dentro do bote e, em seguida, o convívio com o tigre são algumas das metáforas existentes no filme.
O naufrágio representa as situações ruins que acontecem nas nossas vidas diariamente. A perda brusca e violenta da família significa a efemeridade inerente às nossas vidas e que tudo na nossa vida tem aquele toque de, como dito no áudio original do filme, “letting go” (deixar partir).
Os animais dentro do bote significam as diferenças de personalidade existentes entre pessoas que, por muitas vezes, são obrigadas a compartilhar de um pequeno espaço. O orangotango, mostrado no filme, revela o lado materno, dócil, gentil e protetor. A zebra com a perna quebrada representa o lado fragilizado de alguém. A hiena, o lado selvagem e brutal. O tigre, até certo ponto do filme, o lado violento, tido como o aflorar de uma personalidade forte. Em outro ponto do filme, o tigre se torna o “medo” de Pi, e isto o mantém atento em sua jornada para os perigos que podem lhe afetar.
O convívio entre Pi e o tigre em toda a jornada se trata principalmente da dualidade de personalidade, em que Pi seria um garoto frágil com personalidade e determinação de um tigre.
A história contada por Pi que enfatiza as coisas fantásticas - reveladas pelos belos efeitos especiais - é desacreditada pelas pessoas que ouvem, entretanto é aí que se revela a metáfora sobre a fé. O garoto sobreviveu a um náufrago durante mais de 200 dias pode ser visto de duas formas: uma história triste e sem vida ou uma história alternativa, em que todos os acontecimentos têm um sentido, em que Pi entregava-se diariamente a Deus e, assim, via coisas maravilhosas acontecerem em vez de enxergar apenas a desgraça.
É aí que o filme se fundamenta, explicando a diferença entre ver as coisas com fé e sem fé. E retorna ao começo do filme, em que não importa qual a sua crença, não importa em que você acredite, ter fé é uma questão de acreditar, principalmente, em você. Se o seu Deus é hindu, católico ou muçulmano, não interessa. Para sobreviver nesse mundo caótico, em que Pi retrata como sendo um “naufrágio”, é quase que fundamental ter fé nos seus objetivos, nas suas crenças.
O que a história quer dizer, finalmente, é que devemos sempre tentar ver o lado bom de todas as coisas. Devemos tentar encontrar coisas boas em todas as situações, até nas piores. Devemos buscar forças para seguir em frente em todos os momentos. E, para isso, precisamos de fé e esperança.
Março 2013
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Fevereiro 2013
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Tentei fazer uma canção com a minha história, entretanto ainda é muito cedo para falar sobre palavras não ditas, beijos não dados e abraços não retribuídos. É muito cedo, então, pra falar sobre os amores não amados e sobre as amizades falsificadas vendidas em garrafas chiques sem possuir, no entanto, nenhum líquido que cause, no mínimo, uma boa impressão ao primeiro gosto. Eu sei que é muito cedo pra falar sobre os planos que deram errado, sobre as falhas no julgamento de certos verbos. E, por falar em verbos, quantos eu consegui conjugar em todos os tempos? Ou pelo menos no “nós”? E, falando em nós, quantas vezes separou-se em “eu” e “tu”? Não é nada pessoal, apenas tenho mais momentos não vividos, tipo aqueles em que você sabe que tem que fazer mas, de algum modo, não faz. É por aí que vemos o quanto perdemos e o quanto falamos que “vamos aproveitar tudo!” e, mesmo assim, continuamos nós mesmos a cada dia. Mesmos planos, mesmos problemas e mesmas consequências. E nesses “mesmos e mesmos”, continuamos a fazer as mesmas coisas sem esperar que os resultados sejam os “mesmos”. E a gente pede a Deus ou a sei lá quem for que nos ajude nos momentos difíceis para que possamos continuar a escrever nossa história em um caderninho invisível, rasgando capítulos para esquecer e dobrando páginas para relembrar, quem sabe até, de onde paramos. Não sou muito de escrever histórias, até por que tenho mais coisa pra “não contar”. E, inconscientemente, a gente molda um pequeno armário, onde guardamos toda a nossa roupa suja, em que, por um breve momento de divagação misturamos o sujo com o limpo, o bonito com o feio e o verdadeiro com o falso. O problema não está no simples ato de errar, mas na tentativa, bastante frustrada, de reaver o erro. E, sem aparar as arestas, continuamos. E continuamos a enganchar, sempre, nos mesmos vértices. E, quase que sem querer, continuamos a nos deparar com os mesmos problemas. E, mais uma vez, continuamos com a nossa ignorância, fazendo com que a vida passe igual, ao passo que, simultaneamente, fazemos planos mirabolantes que raramente se acertam. Planos para fim de ano, para o natal, para a páscoa… E assim nós seguimos sendo nós mesmos, do jeito que nós mesmos quisemos e nos esforçamos - para não mudar.
Janeiro 2013
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Dezembro 2012
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Novembro 2012
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Meus pais me criaram com poucos ideais, entretanto são os mais valiosos que aprendi em toda a minha vida: honestidade, honra e lealdade. Nunca me ensinaram os defeitos que tenho nem tampouco aprovaram - isso eu aprendi com a vida. Mas é claro que até os melhores ensinamentos não são perfeitos e, obviamente, boa parte do meu aprendizado eu adquiri de acordo com as minhas observações (nem sempre sagazes). Entretanto, vivi sempre de acordo com um paradigma, o qual carrego eternamente dentro do meu coração: a verdade. Sempre fiz o meu melhor e nunca neguei - a ninguém - minhas verdades. É claro que para alguns elas lhes soam meio desentoadas e sem ritmo, mas isso não me abala o senso de julgamento que tanto prezo. Sei muito bem quais partes de mim quero perpetuar e quais pretendo mudar; o ato de ser sincero, no entanto, é um pedaço de mim que eu ainda não sei se devo manter ou deletar do meu estilo de vida. Muitas pessoas se magoaram grosseiramente com o meu modo de lhes falar o que me passa pela cabeça. Algumas outras nem sequer me deixaram terminar de falar e explicar-lhes. Outras balançaram a cabeça como se não ligassem. Pouquíssimas, apenas, me agradeceram, mas nem por isso realmente demonstraram gratidão. O que me impressionou, de verdade, foi ver que alguém se importou e alguém levou aquilo, de certo modo, em consideração. E talvez seja isso que me faz continuar a ser tão sincero com as pessoas que eu tanto amo. Não é para esfregar-lhes às caras o quanto eu estou certo ou quão grosseiro meu pensamento pode ser. Apenas sei que faço isso por que amo, gosto, prezo. Ser sincero, embora muitas vezes rude, é se importar. Mesmo que ao meu modo tudo isso seja um pouco rígido, faço isso por que também preciso da mesma sinceridade.
@luizrleandro
Outubro 2012
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Eu entendo que muita coisa não acontece por acaso. É como se estivéssemos vivendo algo que já foi escrito e, ao mesmo tempo, também estivéssemos reescrevendo. É como se apagássemos alguns verbos e colocássemos outros nos lugares, aí denominamos isso como uma “atitude” ou “livre arbítrio”. A troca dos verbos, porém, em alguns ou muitos casos não influenciará nas consequências posteriores. É como se eu trocasse a atitude de “seguir em frente” pela de “parar agora” e tudo ocorresse, misteriosamente, da mesma forma em qualquer uma das duas ações, embora só possamos optar por uma ação. Portanto eu acredito que estamos vivendo o futuro, o passado e o presente de uma forma que não podemos diferenciá-los com um modo conciso. Apenas sei que vivemos.
De acordo com a Super Interessante:
“BRILHO ETERNO
Cientistas da McGill University e da Harvard Medical School descobriram que o propranolol, um remédio usado para tratar pressão alta, tem um efeito colateral estranho: é capaz de alterar memórias armazenadas no cérebro. Isso acontece porque ele inibe a atividade de um neurotransmissor, a norepinefrina.”
Cientistas tentam reproduzir o filme “Brilho eterno de uma mente sem lembrança” em uma escala real a partir de um remédio capaz de “apagar” memórias ruins. A reportagem, claro, não toma nenhum partido em relação à “aprovação” ou “desaprovação” e até faz um questionamento ao leitor:
“A pílula do esquecimento.
Já existe um remédio que apaga memórias ruins. Você vai tomar?”
Eu, particularmente, não tomaria nenhum remédio desse tipo, tendo em vista que o cérebro é um emaranhado complexo demais para ser desvendado. Uma memória ruim não é um motivo tão significante para desembrulhar um pacote de nervos e arames tortuosos chamado “cérebro”.
Apesar de eu ser contra o uso de manipuladores cerebrais para “apagar” memórias, achei a matéria bastante interessante. As estatísticas mostradas na reportagem dizem que 6% das pessoas teriam um, digamos, bom motivo para usar o remédio. As outras 94% usariam de modo descontrolado, gerando um caos.
Pessoas esquecendo pessoas geram bruscas quebras de laços, que geram confusão generalizada. Como no filme “Brilho eterno de uma mente sem lembrança” quando o personagem de Jim Carrey descobre que ele participou de um procedimento para apagar todas as memórias relativas à outra personagem, vivida por Kate Winslet.
Como as pessoas lidariam com a notícia de que sua memória foi parcialmente apagada? No filme a notícia foi pavorosamente recebida. Mas, como nas telas de Hollywood sempre existem finais felizes, os dois personagens souberam lidar com a notícia, de acordo com o roteiro.
A droga, no entanto, tem seus pontos vantajosos, que ajudariam no tratamento de pacientes com traumas diversos, tais como estupro, síndrome da guerra, entre outras situações traumáticas.
Porém, a altíssima porcentagem de 94 pontos conseguiria usar a droga para um método realmente construtivo? As estatísticas apontam para um novo padrão, isto é, as pessoas usariam de modo desvirtuado e chegariam a pedir uma requisição para apagar memórias tão insignificantes (tais como uma “briguinha de namorados”) que a droga tornaria-se, rapidamente, banalizada. Um remédio banal perde, no entanto, seu sentido e sua significância. A banalidade gera um caos que não pode ser contido na mesma velocidade em que se espalha.
É por isso que eu penso que as pessoas deveriam aprender a viver com as memórias que lhes foram dadas, sejam elas ruins ou boas. Elas - as memórias -, teoricamente, servem de aprendizado para futuras decisões. Como aprender sem lembranças? Como reconhecer o bom sem ter conhecido o ruim?
Setembro 2012
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As pessoas se tornam importantes quando sua passagem por nossas vidas não é tão efêmera quanto pensamos. Elas são importantes a partir do momento em que sua partida física não condiz cronologicamente com a sua partida psicológica, isto é, mesmo que elas partam fisicamente serão lembradas por muito tempo dentro da nossa cabeça. Obviamente isso não faz delas as pessoas que amamos, tendo em vista que muitas vezes ficamos lembrando coisas ruins que passamos por causa de pessoas específicas.
Há uma coisa que eu tenho em mente: não importa como é um relacionamento com uma pessoa, o que importa é a confiança que existe entre um e outro. Por mais que não haja o “amor” no seu próprio e dito conjunto, haverá uma aliança de respeito e fidelidade que dificilmente será derrubada. É por isso que tenho preferido alcançar a confiança das pessoas do que seu próprio sentimento amoroso.
As pessoas se tornam importantes pra mim quando conseguem cativar minha confiança. E foi por isso que muitas vezes eu cheguei a bater na mesma tecla esperando uma resposta diferente. Enquanto eu confiar plenamente, eu tento. Enquanto houver um pingo de esperança, eu sempre tentarei consertar a situação. Eu não me importo se vai doer e nem me preocupo se vai acontecer a mesma coisa do passado. Quando eu confio, eu me interesso.
E somente quando eu me interesso eu me dou ao máximo para a pessoa de interesse.
Agosto 2012
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Aquilo que carrego nas costas não é mais físico nem palpável. Não é algo que se possa tocar, ver ou compartilhar. Eu tenho quase certeza que esse peso não pode ser repartido, mas pode sempre aumentar, nunca diminuir. Eu descobri que esse peso é referente aos anos e aos erros. A cada dia descubro que ele aumenta gradativamente e de acordo com o que faço. Alguns dias aumenta muito… Outros dias de forma menos acelerada… Outros dias nem noto se aumentou ou diminuiu, pois já está tão pesado que um pouquinho a mais não fará tanta diferença.
Com o tempo comecei a dar nome às coisas que me pesavam. O peso recebeu o nome de “consciência”. O nome era tão bonito que me o cansaço que eu tinha me encantava mais a cada dia.
Foi aí que comecei a trabalhar na minha consciência e, com isso, passei a vê-la como um apoio e não como um peso. E aí a consciência começou a me ajudar em vez de pesar e me atrasar. Cada vez que ela crescia, mais bem apoiado eu ficava. A consciência, ao contrário daquele peso, crescia com os acertos e com a experiência. Crescia com os anos também, mas isso fica pra outro dia. A consciência era o espelho exato dos nossos erros, preocupações, problemas… Era o espelho exato daquilo de tudo que tínhamos que consertar. Daí eu percebi que eu tinha muita coisa pra consertar… Muita coisa pra mudar e muita coisa pra crescer.
Então foi aí que eu vi que nossos erros pesam demais nas nossas costas, mas se aprendermos a lidar com cada errinho da nossa vida, eles deixam de ser apenas “peso morto” passando a ser uma base sólida para nossa pequena estradinha que chamamos de vida.
and I never lie to you.
We try each and everyday but
still there’s something in the way…” —Baby, I’m leaving you - Journey