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Say anything to me SubmitSinceridade
Meus pais me criaram com poucos ideais, entretanto são os mais valiosos que aprendi em toda a minha vida: honestidade, honra e lealdade. Nunca me ensinaram os defeitos que tenho nem tampouco aprovaram - isso eu aprendi com a vida. Mas é claro que até os melhores ensinamentos não são perfeitos e, obviamente, boa parte do meu aprendizado eu adquiri de acordo com as minhas observações (nem sempre sagazes). Entretanto, vivi sempre de acordo com um paradigma, o qual carrego eternamente dentro do meu coração: a verdade. Sempre fiz o meu melhor e nunca neguei - a ninguém - minhas verdades. É claro que para alguns elas lhes soam meio desentoadas e sem ritmo, mas isso não me abala o senso de julgamento que tanto prezo. Sei muito bem quais partes de mim quero perpetuar e quais pretendo mudar; o ato de ser sincero, no entanto, é um pedaço de mim que eu ainda não sei se devo manter ou deletar do meu estilo de vida. Muitas pessoas se magoaram grosseiramente com o meu modo de lhes falar o que me passa pela cabeça. Algumas outras nem sequer me deixaram terminar de falar e explicar-lhes. Outras balançaram a cabeça como se não ligassem. Pouquíssimas, apenas, me agradeceram, mas nem por isso realmente demonstraram gratidão. O que me impressionou, de verdade, foi ver que alguém se importou e alguém levou aquilo, de certo modo, em consideração. E talvez seja isso que me faz continuar a ser tão sincero com as pessoas que eu tanto amo. Não é para esfregar-lhes às caras o quanto eu estou certo ou quão grosseiro meu pensamento pode ser. Apenas sei que faço isso por que amo, gosto, prezo. Ser sincero, embora muitas vezes rude, é se importar. Mesmo que ao meu modo tudo isso seja um pouco rígido, faço isso por que também preciso da mesma sinceridade.
@luizrleandro
Eu entendo que muita coisa não acontece por acaso. É como se estivéssemos vivendo algo que já foi escrito e, ao mesmo tempo, também estivéssemos reescrevendo. É como se apagássemos alguns verbos e colocássemos outros nos lugares, aí denominamos isso como uma “atitude” ou “livre arbítrio”. A troca dos verbos, porém, em alguns ou muitos casos não influenciará nas consequências posteriores. É como se eu trocasse a atitude de “seguir em frente” pela de “parar agora” e tudo ocorresse, misteriosamente, da mesma forma em qualquer uma das duas ações, embora só possamos optar por uma ação. Portanto eu acredito que estamos vivendo o futuro, o passado e o presente de uma forma que não podemos diferenciá-los com um modo conciso. Apenas sei que vivemos.
Esquecimento: virtude ou ato inconsequente?
De acordo com a Super Interessante:
“BRILHO ETERNO
Cientistas da McGill University e da Harvard Medical School descobriram que o propranolol, um remédio usado para tratar pressão alta, tem um efeito colateral estranho: é capaz de alterar memórias armazenadas no cérebro. Isso acontece porque ele inibe a atividade de um neurotransmissor, a norepinefrina.”
Cientistas tentam reproduzir o filme “Brilho eterno de uma mente sem lembrança” em uma escala real a partir de um remédio capaz de “apagar” memórias ruins. A reportagem, claro, não toma nenhum partido em relação à “aprovação” ou “desaprovação” e até faz um questionamento ao leitor:
“A pílula do esquecimento.
Já existe um remédio que apaga memórias ruins. Você vai tomar?”
Eu, particularmente, não tomaria nenhum remédio desse tipo, tendo em vista que o cérebro é um emaranhado complexo demais para ser desvendado. Uma memória ruim não é um motivo tão significante para desembrulhar um pacote de nervos e arames tortuosos chamado “cérebro”.
Apesar de eu ser contra o uso de manipuladores cerebrais para “apagar” memórias, achei a matéria bastante interessante. As estatísticas mostradas na reportagem dizem que 6% das pessoas teriam um, digamos, bom motivo para usar o remédio. As outras 94% usariam de modo descontrolado, gerando um caos.
Pessoas esquecendo pessoas geram bruscas quebras de laços, que geram confusão generalizada. Como no filme “Brilho eterno de uma mente sem lembrança” quando o personagem de Jim Carrey descobre que ele participou de um procedimento para apagar todas as memórias relativas à outra personagem, vivida por Kate Winslet.
Como as pessoas lidariam com a notícia de que sua memória foi parcialmente apagada? No filme a notícia foi pavorosamente recebida. Mas, como nas telas de Hollywood sempre existem finais felizes, os dois personagens souberam lidar com a notícia, de acordo com o roteiro.
A droga, no entanto, tem seus pontos vantajosos, que ajudariam no tratamento de pacientes com traumas diversos, tais como estupro, síndrome da guerra, entre outras situações traumáticas.
Porém, a altíssima porcentagem de 94 pontos conseguiria usar a droga para um método realmente construtivo? As estatísticas apontam para um novo padrão, isto é, as pessoas usariam de modo desvirtuado e chegariam a pedir uma requisição para apagar memórias tão insignificantes (tais como uma “briguinha de namorados”) que a droga tornaria-se, rapidamente, banalizada. Um remédio banal perde, no entanto, seu sentido e sua significância. A banalidade gera um caos que não pode ser contido na mesma velocidade em que se espalha.
É por isso que eu penso que as pessoas deveriam aprender a viver com as memórias que lhes foram dadas, sejam elas ruins ou boas. Elas - as memórias -, teoricamente, servem de aprendizado para futuras decisões. Como aprender sem lembranças? Como reconhecer o bom sem ter conhecido o ruim?